Rafinha Bastos

Sempre admirei o Rafinha Bastos, gosto e sempre gostei da linha de humor dele e vejo videos dele na internet desde muito antes do CQC. Nesse video, ele foi convidado ao Roda Viva, um programa, sinceramente falando, que só assisto e assisti na internet porque o horário nunca me veio a memória, é excelente mas posso assistir na internet, isso em si já destrói completamente minha vontade de se quer chegar perto da TV.

Minhas opiniões:

O Rafinha fez certo em não pedir desculpas publicamente porque a repercussão do caso pedia.

Não que não tenha sido ofenssivo, foi, mas a pseudo-moral está sendo levada a sério demais ultimamente.

Roda Viva com Rafinha Bastos

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Novo entendimento sobre o câncer

O câncer é atualmente a doença mais temida da humanidade devido ao deconhecimento de suas causas a variedade com que se expressa e evolui. A Oncologia(especialidade da medicina que estuda câncer) vem recebendo avanços magníficos nos últimos anos: os mesmos tipos de câncer que condenava a morte certa há 20 anos atrás hoje podem ser diagnosticados e tratados com razoável facilidade.

A atual teoria de geração do câncer diz o seguinte:

Em todas as nossas células temos o DNA no núcleo, um agregado de timina, guanina, adenosina e citosina em longas cadeias que nos definem e estão presentes em todas as células do nosso corpo, exatamente da mesma maneira.

Nossas células se reproduzem, em substituição de células velhas surgem novas e nee processo temos genes (parte do DNA) que leitura para cria a nova célula, o DNA codificante, e temos genes que regulam a reprodução, sinalizam para reproduzir e sinalizam para parar a duplicação. Esses que induzem a duplicação são chamados PROTO ONCOGENES.

Quando fatores externos como vírus (que causam câncer como o HPV, por exemplo) e substâncias ou fatores físicos carcinogênicos (que causam câncer, como cigarro, alcool, luz ultravioleta, etc) alteram o proto oncogene, ele transforma-se em ONCOGENE.

O Oncogene é o responsável pela geração do câncer, desencadeia um processo completamente desordenado de reprodução e disfunção daquela célula alterada e inicia a formação de tumor. Uma célula com oncogene ativo dentre 7000000000000(sete trilhões) de células pode causar o câncer. ESSA É A ATUAL TEORIA.

Mina Bissell vem com uma nova teoria radical: não é o oncogene o responsável(único) pela neoplasia mas sim a arquitetura e o contexto em que a célula está inserida dentro do corpo que desencadeia a ativação/criação do Oncogene.

A teoria atual teoria do oncogene propõe que é o nucleo da celula do câncer (onde está o oncogene) que envia comandos para restante da célula que ela deve reproduzir-se desordenadamente.

Já a teoria de Mina Bissell diz que além dessa comunicação dentro da célula, existe comunicação das estruturas fora da célula que a mantém naquela função e não é o oncogene o determinante final da neoplasia. Pelo menos foi isso que ela provou com experimentos em células de glândula mamária.

De maneira humilde e exemplar, Mina Bissell não refuta completamente a teoria vigente do câncer, ela só nos lembra que ainda falta muito, mas muito para nós descobrirmos sobre o câncer, o corpo humano, em fim, sobre nós mesmos.

Assista o vídeo.

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Internet personalizada e a sua privacidade que se foi

Pois bem, não só de saúde que esse blog deve se compor, fica monótono assim. Então tenho aqui 2 videos:

Nesse video, Pariser fala da “bolha” que é criada por programas com a intenção de personalizar o que você quer ver.

Já esse video mostra como a internet consegue te colocar numa “bolha” e que não existe privacidade. Collusion é o programa que mostra quem está te vigiado. Tm Chrome e Firefox.

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Imprimindo um Rim

Trabalhei no setor de pequisas clínicas Hospital do Rim e Hipertensão, atualmente o hospital que mais transplanta rim no mundo.

O transplante renal é necessário quando o paciente perde funcionalidade dos 2 rins seja por insuficiência renal crônica, hipertensão, diabetes e/ou outras tantas causas.

Para a doação de órgão, atualmente existem regras envolvendo necessidade do paciente, imunocompatibilidade de doador-receptor (que mede se o paciente pode rejeitar o órgão doado) e se o paciente irá se beneficar do rim mais do que a hemodiálise (por exemplo, se o risco de morte na cirurgia for demasiado grande ou o paciente terá mais problemas e risco de vida depois do transplante, começa-se uma discussão do caso).

E nem mencionei a terapia de imunossupressão, é para o resto da vida, e como qualquer medicamento de uso crônico, traz efetos adversos consigo como hipertensão arterial, diabetes pós-transplante e até câncer.

O video abaixo mostra o possível futuro dos transplantes de órgãos e uma mudança drástica em tudo que conhecemos a respeito de transplante de órgãos, coisa de ficção científica, por exemplo o filme O Quinto Elemento.

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Paulo Saldiva – Exclusão e Racismo Ambiental

Paulo Hilário Nascimento Saldiva é médico e pesquisador do Departamento de Patologia da FM-USP. Essa é apenas uma das várias palestras que ele realiza, alias, esse video é de 2009(TEDx SP 2009), embora o tema ainda seja muito atual.

Video excelente.

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O Primeiro medicamento que mudou o Mundo e o estagiário preguiçoso

É, depois de mais de 1 ano sem atualização, finalmente as 3 pessoas que lêem esse blog podem ver algo novo hahaha.

Quero começar a falar de medicamentos/substâncias importantes da história. Vamos começar com uma introdução.

Desde o tempo das cavernas,  homem vem criando ferramentas para adaptar-se ao meio e vice-versa: descobriu o fogo, a roda, a alavanca, etc. Vamos pegar o fogo como exemplo: a teoria é de que 1º o homem aprendeu a coletar fogo originado de raios que atingiram árvores secas ou queimadas naturais de florestas. Com o seu intelecto, começou a pensar a respeito(como ainda fazemos hoje), em uma maneiras de fazer fogo ao invés de depender da natureza e com bastante paciência varias maneiras foram inventadas, uso de pedra-fogo, fricção em madeira seca, etc.


E daí, o que isso tem a ver com medicamentos?

Calma, agora que eu chego lá.

É de conhecimento dos zoólogos que animais sabem propriedades medicinais de plantas por instinto (seu cachorro/gato quando está com dor de barriga comendo grama) ou por empirismo e aprendizagem por tradição (chimpanzés, gorilas, orangotangos). O homem também, mas a exemplo do fogo, não contente em apenas comer folhas, passou a processa-las (moagem, secagem, infusão, etc) a seu gosto, criando o medicamento.

E falando de medicamentos mesmo, os primeiros registros escritos vêem de Claudius Galenus (129-199 ou 217 D.C.), considerado o primeiro farmacêutico da história, ao estudar mais profundamente a manipulação de plantas com fins medicinais.

Pai da Farmácia

Claudius Galenus

Agora  vamos ao tema do post.

O primeiro medicamento que mudou o mundo (sem exageros) foi a Penicilina, um antibacteriano. Mas não é um antibiótico?

Penicillin

Estrutura Química da Penicilina

Vamos começar com algumas definições importantes: antibióticos, como diz o nome, “anti” seria contra e “bio” seria “vida”, contra-a-vida certo? Os medicamentos antibióticos(que estão dentro dos quimioterápicos) incluem antibacterianos, antifúngicos, antiparasitários, antineoplásicos de origem NATURAL. O antibiótico é popularmente e erroneamente utilizado para designar quimioterápicos(que não são só para câncer) bactericidas ou bacteriostáticos.

Então eu estava falando errado o tempo todo?

Sim, mas não se preocupe, os profissionais de saúde sabem disso (presumo e tenho fé que a maioria saiba) das aulas de farmacologia/microbiologia em suas graduações. Até aqui acredito que seja o necessário para entender o que é a Penicilina.

O primeiro antibacteriano conhecido foi a arsfenamina em 1910, o Salvarsan, um antisifilítico descoberta pelo medico alemão Paul Ehrlich. Entrou em desuso com a Penicilina em 1940. Depois sugiram ainda as sulfas que tinham seus efeitos adversos antes da penicilina.

Arsfenamina

Arsfenamina(Salvarsan), derivada do Arsênio

Mas vamos ao tema do post.

Descobridor da Penicilina

Fleming em seu laboratório, olha que organização!

Staphyloccocus aureus X Penicillium notarum

o Bolor (massa branca embaixo) cria um halo de inibição, impedindo que haja crescimento bacteriano(faixas turvas por toda a placa) a sua volta. Agressivo. Provavelmente foi assim que Fleming encontrou a placa esquecida pelo estagiário.

Em 1928, Alexander Fleming estudava bactérias em seu laboratório com culturas em placas de Petri. Em certa ocasião, ele precisou viajar e ficar fora do laboratório por cerca de 1 semana e encarregou o estagiário de cuidar das culturas de bacterias nas placas. Obviamente, o estagiário sumiu do laboratório assim como Fleming e as culturas estragaram. Eis que ele estava arrumando as coisas apos voltar de viagem quando percebeu que a cultura de Staphylococcus aureus estava contaminada com um bolor de Penicillium notatum. Mas sua capacidade observacional excepcional fez ele perceber que em volta do bolor formou-se uma area “vazia”onde não havia mais a colonia de bacterias formadas. Isso era um sinal que as baterias próximas ao bolor morreram e/ou não conseguiam crescer e isso fez Fleming perceber que que o bolor tinha alguma coisa que combatia a bactéria.

Após isso, Fleming conseguiu isolar a Penicilina, batizada assim devido ao genero do bolor. Tá, e daí? Bom, isolar é um passo, produzir já é outro não tão facil assim.

Ganhadores do prêmio Nobel

Ganhadores do prêmio Nobel

Acontece que a produção de penicilina purificada era muito difícil e cara na época e só depois de Howard Florey e Ernst Chain inventarem o método de produção em massa da penicilina G em 1941, época da Segunda Guerra Mundial, que ela realmente mudou o mundo. Mais tarde, Fleming, Florey e Chain compartilharam o prêmio nobel.

Anteriormente a penicilina, muitas infecções (a maior causa de morte da época) eram tratadas de maneira folclóricas e tidas como incuráveis. A Penicilina mudou a abordagem da sociedade quanto as infecções bacterianas, ago próximo do que seria hoje a cura do câncer.

Hoje, a penicilina mesmo ainda em uso, já é tida como obsoleta devido a resistência desenvolvida pelas sepas atuais de bactérias infecciosas. A gama de antibacterianos hoje é gigantesca justamente devido a adaptabilidade bacteriana a esses medicamentos.

Pfizer

Penicilina usada na Segunda Guerra Mundial, produzida pela Pfizer

Curiosidade 1: a Pfizer foi a primeira industria a conseguir produzir penicilina em grande escala (global) graças a sua tecnologia de fermentação, ao esforço de guerra dos EUA que foi o grande consumidor da penicilina e um investimento maciço em equipamentos que se desse errado provavelmente teria levado ela a falência. Foi a penicilina que permitiu a Pfizer atingir escala global e permitiu ela começar a ser o que é hoje.

Curiosidade 2: a Penicilina não foi patenteada propositadamente por Fleming devido principalmente a Guerra  a necessidade da penicilina na época, um atitude nobre que permitiu a produção e comercialização mais barata.

Fontes:

http://archaeology.about.com/od/ancientdailylife/qt/fire_control.htm

http://blogs.triplealearning.com/2011/11/myp/myp_global/whats-cooking-the-evolution-of-modern-man/

http://inventors.about.com/od/pstartinventions/a/Penicillin_2.htm

http://www.bbc.co.uk/history/historic_figures/fleming_alexander.shtml

http://pubs.acs.org/cen/coverstory/83/8325/8325salvarsan.html

http://en.wikipedia.org/wiki/Antibacterial

http://www.pfizer.com/about/history/1900_1950.jsp

Proximo post: o Segundo medicamento que mudou o mundo

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Juca Kfuri

Juca Kfuri mostra que futebol não é alienação e chama a atenção para uma reflexação, no video abaixo:

TEDx USP realizado em Agosto de 2010.

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