Sabedoria Prática

Barry Schwarts estuda a conexão entre a economia e a psicologia, oferencendo introspecções interessantes sobre a vida moderna. Atualmente, ele trabalha com Ken Sharpe, estudando Sabedoria.

Abaixo o video dele falando sobre Sabedoria Prática (o seu inglês está em dia?):

Para ajuda, abaixo uma transcrição resumida do vídeo:

Neste vídeo, Barry Schwarts fala da grande insatisfação das pessoas com o sistema sócio-econômico atual e mostra 2 mecanismos de resposta a essa insatisfação que a sociedade impõe para tentar corregir o que está errado.

1-Cria novas regras: mais detalhadas, rigidas e aumentar a vigilância.

-Dar scripts aos professores, de maneira que mesmo que eles não gostem ou não liguem, as crianças tenha educação de qualquer forma.

-Criar regras para que juizes, ao julgar um crime, olhe uma tabela e escolha a sentença que a lei mandar.

-Criar regras para que empresas de cartões de credito não criem taxas abusivas.

2-Criar incentivos: de maneira que a pessoa mais egoísta faça o que você quer que ela faça de maneira a beneficiar os outros.

-Dar bônus aos professores, se os alunos tiverem notas altas em sistemas de avaliação da escola, o professor ganha.

Atualmente, a sociedade e entidades governamentais estão se esguelando (EUA) para encontra um incentivo para as companhias financeiras, de maneira que a crise econômica não ocorra novamente.

Mas não existem e nunca vão existir, por mais complexas, rígidas e detalhadas, regras que nos satisfaçam. Pessoas são espertas, elas tem a capacidades encontrar fissuras nessas regras.

O que é necessário é virtude, caráter e pessoas com vontade de fazer simplesmente o que é certo. O que é necessário é o que Aristóteles chamou de Sabedoria Prática. Sabedoria prática é ter moral para fazer o certo e noção de moral para saber o que é certo. Aristóteles, observando alguns pedreiros em uma construção, viu que eles estavam diante de um problema: a precisavam medir a largura de colunas cilíndricas com a régua*. Mas é dificil medir com a régua reta uma superfície circular.Então criaram uma régua que se curva, o que chamamos de fita metrica ou trena hoje em dia. Isso é sabedoria prática: criar regras flexíveis de maneira que beneficie a todos. Pessoas sabias sabem como e quando dobras as regras, de maneiras a beneficiar o próximo. Curvas as regras apenas em benefício próprio é apenas manipulação de pessoas, não é sabedoria.

O caso de Michael, jovem pai de família que ao perder o emprego, em uma noite que bebeu um pouco aém da conta, comente um assalto com uma arma de brinquedo, roubando US$50,00 e é pego. Ao ser julgado, a juíza Forer (acho que é assim que se escreve) sabe que a lei indica sentença de 24 meses de prisão para assalto. Ela não vê sentido nessa lei porque Michael é um pai responsável, não tem antecedentes criminais e é o único meio de sustento da família. Ela o sentencia 11 meses de prisão, podendo sair de dia para trabalhar e indo dormir na cadeia, a noite, podendo assim sustentar a família. A juíza Forer foi sábia, puniu Michael pelo crime, mas não prejudicou a família dele. Um final feliz, mas o promotor não gostou da sentença e apelou, de acordo com a lei (daquele Estado dos EUA) um assalto a mão armada exige 5 anos de prisão (ele estava como uma arma de brinquedo) e a juíza teve de seguir a lei: condenou Michael a 5 anos de prisão. Após essa sentença, a juíza lagou o cargo. Aí está um exemplo de sabedoria em prática e subversão da sabedoria pelas leis que deveriam nos beneficiar.

Outro exemplo é da Srta. Dowie, é professora em uma escola do Texas e ela e os outros professores ouvem o conselho de um consultor que tentava fazer com que professores aumentassem a mota dos alunos nos testes das escolas (um tipo de ENEM do Texas que avalia a escola). O conselhgo era o seguinte:

“Não perca tempo com os alunos que irão passar, não importa o quanto você se esforce. Não perca tempo com os alunos que não irão passar, não importa o quanto você se esforce. E não perca tempo com alunos que acabaram de ser transferidos e suas notas não irão contar no teste. Focalizem todo o seu tempo apenas nos os alunos na bolha. Os alunos-bolha são aqueles que se você ajudá-los, terão chance de irem bem no teste.”

A Srta. Dowie fica em desespero enquanto colegas concordam com o consultor. Para ela, não foi por isso que ela se tornou professora.

Todos nós precisamos de regras e incentivos para viver, mas o problemas das regras e incentivos é eles desmoralizam a atividade profissional em 2 sentidos: desmoralizam as pessoas e desmoralizam a atividade em si. Isso cria pessoas robóticas, que são apegadas à regras e recompensas.

Se você recompensar uma criança por desenhar, ela pára de ligar para o que desenho e só irá querer saber da recompensa; se você recompensá-las por ler livros, elas não vão querer saber o que há no livro, só o quanto ele é comprido;  se você recompensar professores por altas notas dos alunos, eles para de se importar com educação e só se importarão com preparação para testes.

Se você recompensar médico por fazer vários procedimentos, eles farão mais, se recompensar por fazer menos procedimentos, eles farão menos, mas o que queremos é que eles façam a quantidade certa de procedimentos simplesmente pelos motivos corretos.

Mas em todo esse meio, ainda existem pessoas que encontram o caminho certo, que têm capacidade outrapassar essas regras de maneira sábia.

Professores que seguem o script de aulas mas que sabendo que aquilo não vai ensinar nada, usa o tempo extra para educar de verdade.

O Juiz Robert Russel, que julgou o caso de um veterano, Gary Petingille, rapaz de 23 anos que queria seguir carreira militar, mas um acidente no Iraque criou uma dor nas costas que o obrigou a se aposentar por dispensa médica. Ele estava fazendo uso de maconha para a dor nas costas e não conseguia trabalho de período integral justamente por causa do problema nas costas. Com o 3 filho a caminho, ele começou a vender maconha para pagar as contas e foi pego. O juiz diante desse delito, tinha poucas escolhas se não um bom tempo na prisão, mas ele teve uma alternativa: ele criou uma corte especial, uma corte de veteranos. Ninguém quer que um infrator não violento acabe na prisão. O que a corte de veteranos fazia era julgar cada indivíduo como pessoa, se importam com a pessoa. Hoje existem corte de veteranos em 22 cidades nos EUA.

Existe um banqueiro que incentiva bancos a ajudarem os seus clientes de renda baixa com empréstimos, que darão lucro aos banqueiros, mas que ajudam comunidades das como mortas a se re-erguerem, guiando e assistindo seus clientes.

Existem exemplos assim na medicina: médicos da Harvard, preocupados em mudar o ensino médico atual, que cria profissionais sem empatia ou ética profissional, fazendo com que estudantes acompanhem seus pacientes por um ano inteiro, então os alunosentendem que pacientes não são doenças, não são um amontoado de orgãos, são pessoas vivas e no intuito de ser medico, médicos têm de tratar pessoas vivas, não apenas doença.

Pessoa querem ter o direito de fazer o que é certo, Aristoteles achava que a sabedoria prática era a chave para felicidade e ele estava certo.

Varias pesquisas indicam que a chave para a felicidade está no AMOR e no TRABALHO. Amor: conduzir com sucesso uma relação com quem você se importa mais, com a counidade que você pertence. Trabalho: realizar atividades que têm significado e dêm satisfação. Se você tiver isso, existem poucas coisas entre você e a felicidade.

Para ter amor e trabalho é preciso sabedoria, regras e recompensas não te ensinam como ser um bom amigo, um bom marido, um bom pai ou um bom médico, bom advogado, um bom professor.

Sabedoria é insubstituível, sabedoria prática não é auto-sacrifício, é ajudar as pessoas ajudando a si mesmo.

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Sobre Bruno Koyama

Farmacêutico curioso inato por tudo.
Esse post foi publicado em Economia, Psicologia, TED, \Vida moderna. Bookmark o link permanente.

Uma resposta para Sabedoria Prática

  1. Paulo disse:

    Cara, muito bom o texto e o material!
    Show!
    Quero mais 😀

    Abraço!

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